terça-feira, 18 de setembro de 2012

Vingança e ódio em nome de Deus - 18/09/2012

"... o homem cria a religião; não é a religião que cria o homem. A religião é o soluço (o suspiro) da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de um estado de coisas carente de espírito. A religião é o ópio do povo”.-  KARL MARX
 
Sou inclinado a concordar com Max. A história religiosa da humanidade é cruel , muitas das vezes, cobra um alto pedágio com vidas daqueles que indiretamente, não ocacionaram os conflitantes ataques. É injusto, é brutal. Mal baixou apoeira de a Primavera Árabe, nos vemos atados por mais uma crise, claro, que os Estados Unidos é o principal alvo.

Que não haja engano, o ressentimento dos americanos  no mundo árabe e muçulmano é muito profundo, e muito se agravou nos anos do governo  de George W. Bush,  com a invasão do Iraque, pelas atrocidades de Abu Ghraib e Guantánamo. Bush patrocionou uma forma brutal de  combater o jihadismo(terroristas islamicos), o que gerou mais ódio e cuminou com o ataque de 11 de setembro de 2001.

Obama bem que se esforçou e manifestou a vontade de cooperar com governos islâmicos moderados, no conflito da Primavera Árabe, apoiando as  eleições democráticas na Tunísia e no Egito. Com os fatos acontecidos, semana passada, agora paga o preço por anos de desprezo imperial para com o povo do norte da África e do Oriente Médio.

O que o pastor evangélico fez, foi um erro, que pode custar, não somente aos Estados Unidos, mas, para todos nós, muitas vidas, já foram e serão ceifadas. Os árabes são religiosamente fundamentalistas. Mesmo os defensores muçulmanos pacíficos de uma maneira bonita mística de praticar a religião do Alcorão, estão sendo cruelmente perseguido pelos salafistas no norte da África. O que se vê, infelizmente, é um crescimento do terror entre os adptos de Maomé.

O filme "Inocência dos muçulmanos", que teve trechos divulgados na internet,  é um insulto para os muçulmanos (sunitas e xiitas), causando distúrbios e manifestações em vários países árabes. Os ataques foram orquestrados pelos  salafistas, um grupo  mais inclinados a apoiar estes distúrbios nas ruas dos países onde não estão incluídos no panorama político.

É evidente que o filme que denegriu Maomé, não representa o pensamento de todos os americanos, mas, deixa uma mácula maior aos desafetos islâmicos mundo a fora e põe em cheque a candidatura para a reeleição de Barak Obama. As violentas manifestações no mundo árabe podem aumentar a influência dos salafistas, dispostos a se mobilizar para defender a religião, que se expandiu após a Primavera Árabe.
 

Notadamente, e já era de se esperar que o  mostrenco fato ideologicamente religioso, politicamente totalitário e violento na metodologia dos radiais adeptos do Islã, fosse reagir com brutalidade. O filme é uma desculpa para intimidar o Ocidente. Há 20 anos o Salafismo (fundamentalista islâmico),  em flagrante violação as convenções internacionais dos direitos humanos, com o apoio da Al-Qaeda na Península Arábica, que tem sua base no Iêmen, queimam dezenas de milhares de pessoas em uma orgia de vingança e ódio em nome de Deus.

*nicaciodasilva@gmail.com